TEXTO DE MARCELA BENVENGU!
Hoje eu queria contar uma história para vocês. Sempre quando eu ministro palestras para adolescentes, cujos pais estão na plateia, eu digo: Falamos de dança na mesa do jantar? E o jantar é só uma metáfora. Falamos de dança para quem não dança? Qual o lugar da dança nessa pandemia? É preciso falar de dança, de arte. Se você tem um filho que dança já perguntou para ele: “Aquela pirueta difícil saiu?”. Com certeza a prova de matemática, de geografia, já tiveram espaço nas discussões à mesa. As pessoas “que não dançam” precisam ter acesso à nossa arte pela nossa voz. Cabe a nós, explicarmos o porque precisamos de uma nova sapatilha, de um novo figurino. Cabe a nós, dizermos que fizemos uma aula de balé difícil, que tem um passo no sapateado ritmicamente impossível de fazer, que aquela sequência de jazz não entra na sua cabeça. É preciso levar dança a sério como qualquer outra disciplina. Nossa arte para o outro não pode ser uma ignorância, ela é somente uma falta de acesso e cabe a nós calar esse hiato. Aqueles que “não dançam” devem entender a nossa arte por nós. E nesse momento de isolamento é tempo da dança virar pauta. Quem dança? Como dança? Fale de dança, para quem dança e para quem sempre poderá dançar. Divida com aqueles que estão ao seu lado. Ah! Importante: claro que existem exceções, nada é uma verdade absoluta, por favor! Esse texto é somente um olhar, um recorte! E para não perder o hábito… se esse café tiver sabor: comunicação, por favor!
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Uma nota: eu fico extremamente lisonjeada quando vocês gostam dos textos, se identificam e compartilham. Isso é rede social. Só preciso pedir uma gentileza, textos tem direito de autor. Compartilhem, mas não modifiquem texto para a realidade de vocês. Escrevam vocês também essa história. Nessa corrente, a dança é diferente da matemática, quando a gente divide, a gente soma. #Compartilhem!!!
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