PROJETO “ESCRITA DANÇANTE” 15/07/20
Carina de Oliveira ✨✨✨✨✨
@carinaaoliiveira
@studiodedancascamilaoliveira
“A reciprocidade em tempos de quarentena”
Confesso que esta semana, em especial, tive dúvidas em o que escrever, mas seguindo minha intuição resolvi escrever sobre algo que pulsa em mim, a reciprocidade, algo que assim como a empatia, está um pouco em falta nas prateleiras do varejo da vida, um pouco ausente em algumas pessoas, e eu, como ser humano que sou, por vezes também ela dá sinais de declínio. Mas por pulsar em mim, logo vem à tona, e evidencia-se como os movimentos que carrego em mim.
Ser recíproco é diferente de ter reciprocidade, o único movimento em comum é a derivação da palavra e o sentir que ambas devem carregar, ou pelo menos deveriam.
Pois bem, ser recíproco significa uma ação que tem duas vias, ou seja, fazer algo e logo ter recompensa, pois então… em tempos de quarentena como isso ocorre? Pela gratidão, e isso se dá por um simples obrigado ou um olhar amigo a alguém que se oferece a ir ao mercado para que a vizinha, já com uma certa idade, não necessita expor-se, assim o significado da palavra recíproco muda, ou melhor, transformasse, como tudo neste momento. Isso faz surgir a reciprocidade, em seu significado mais amplo, uma troca mútua, uma correspondência entre ser, ter e sentir, por isso tão próxima da dança. Dançar é sentir uma grande conexão entre o ser e o ter, e logo estabelecer uma relação direta com o outro, então esta relação faz surgir a troca e com ela a reciprocidade entre o eu e o outro.
Portanto, ter reciprocidade em tempos de quarentena não é impossível, esta troca acontece por meio de outras formas, não presenciais, mas nem por isso menos eficazes ou importantes, apenas diferentes. Seja na tela do computador, no tablet, no smartphone, ou em outra mídia e ou aplicativo, seja recíproco, em seu novo formato e movimente ainda mais sua reciprocidade.


