PROJETO ESCRITA DANÇANTE 🍀💕
19/08/2020 Carina de Oliveira
DANÇA OCULTA
Olá dançantes! Como já sabem gosto de escrever sobre o que sinto, minhas inquietudes e também questionamentos. Escrevo também para provocar você, oportunizando diferentes sensações para quem lê e para quem escreve, no caso, nós, seres dançantes, do movimento corporal ou da vida, quis dizer que esta leitura abrange a todos, pois, em minha concepção, todos somos movimento, portanto, dançantes. Estaria então o movimento escondido? Não, eu diria, adormecido, ou ainda, esquecido, não, palavra muito forte, esquecer de que jeito algo que é latente em nós, o movimento, prefiro então, adormecido, pois tudo que adormece, logo ressurge, acorda. Como disse no início de nossa conversa, escrevo sobre o que gosto, o que sinto, o que vivo, o que percebo, pois bem, está semana assisti um filme que me fez pensar e mais uma vez repensar muitas coisas. Resolvi então, escrever sobre este momento, e recomendo o filme, “Beleza oculta”, já assistiu? Senão, assista, vale muito a pena e provoca as tais sensações que escrevi acima. O filme esconde muitas coisas, na verdade, provoca, faz pensar e ainda estabelece relações o tempo todo, com a arte, a interpretação, a encenação e a vida, em um vai e vem de real e imaginário, confesso que foi necessário, mais de uma vez parar, respirar, relacionar, para depois compreender, e na verdade, nem sei se compreendi, entendi e percebi da minha maneira. E é isso que proponho aqui, entender, compreender, ver, enxergar, perceber, tudo isso é muito particular, depende da individualidade de cada um, por isso a importância do respeito, da tolerância para com esta percepção, para com as escolhas de cada um. A maneira de ver e perceber as coisas é diferente para cada um, não é só particular, mas necessária para que as pessoas percebam o outro, que obviamente não percebe igual. A dança é assim, quem dança pretende passar algo, mas também sente algo ao dançar, quem cria a coreografia imagina uma história que talvez não aconteça da maneira pensada e articulada, mas que desenrole algo ainda melhor, ou diferente. É isso, perceber, ver, sentir, enxergar, viver o momento atual de outra forma, com outros olhos. Não precisa mudar os seus olhos, apenas fazer com que eles percebam com outras lentes. Não estou aqui dizendo que é fácil, longe disso, venho aqui dizer que é possível perceber a “beleza oculta”, ou melhor a dança oculta que está dentro de nós, mesmo neste momento. Assim, percebemos o “tempo”, na verdade o passar do tempo de outra forma, entendemos que a “morte” pode ter outros significados e que o “amor”, ah, o amor, esse sim enxerga tudo, percebe o que por vezes está invisível. Ficou fácil para quem já assistiu ao filme entender ou relacionar este final, e quem não assistiu? Também entendeu, na verdade, compreendeu de outra forma, da sua maneira, com sua beleza, com sua dança, oculta ou não.


