ESCRITA DANÇANTE – 30/11 Carina de Oliveira

ESCRITA DANÇANTE
30/11/2020 Carina de Oliveira

Olá dançantes, leitores, amigos, já estava com saudades de vocês e espero que vocês de nossas conversas aqui da escrita dançante. Confesso que por vezes a correria do dia-a-dia e esse novo normal de nossas vidas fizeram com que alguns projetos tivessem uma pausa, mesmo que pequena, mas necessária. Pois bem, cá estou, e já dizia minha vó Lurdes, só se tem saudade de algo que marcou nosso coração. Saudade é o resultado de algo verdadeiro, puro e significativo em nossas vidas. Hoje a saudade bateu por muitos motivos, foi chegando ainda de manhã cedinho, a lembrança do café antes de ir ao Teatro para os preparativos do Espetáculo de final de ano de nosso Studio de Danças, a chegada ao teatro para montar a luz, preparar cenário, arrumar o linóleo, e o café com a Adri e com o Ade, aiii, que saudades. Em pensar que durante muitos anos de minha vida, da vida de minha família, este dia era assim, do início ao fim, preparativos para uma noite mágica, a qual esperávamos o ano todo.
Hoje, com lágrimas nos olhos, sinto sim muita saudade, mas com alegria e orgulho em meu coração, pois estes lindos momentos constituiram nossos seres dançantes. Este ano, atípico em nossas vidas também deixará marcas, saudades, lições.
Quando a dança habita de verdade um ser, não é um palco, um teatro que fazem a diferença, e sim, um Studio lindo, preparado, organizado, pensado e resignificado para um Espetáculo. Esse que acontecerá dias 05 e 06 de Dezembro, com um tema lindo, resultado de um projeto que surgiu nesta quarentena, Colher Criatividade. Sim, tudo foi, está sendo e será diferente, o palco deu lugar a sala, as máscaras darão um charme todo especial e diminuirão um pouco a maquiagem, dando assim um ar mais natural, o público? Esse será eterno, mesmo sem estar presente fisicamente, estará em casa, conectado e grato pela reinvenção da tecnologia em nossas vidas.
Se a tela ganhou um novo significado, se o palco de nossas vidas se transformou, porque não resignificar também nossa saudade? Sinta, chore, vibre, dance. Seja feliz com as marcas e lembranças dos dias 30, mas leve consigo também as novas sensações deste novo normal, deixe que a criatividade que a colher mexe e remexe assuma o protagonismo de nossa dança.