PROJETO ESCRITA DANÇANTE 12/08/20
Bora refletir! ⬇️⬇️💕💕
MOVIMENTO COLORIDO
Olá dançantes! Hoje nossa escrita é uma reflexão e também uma inquietude que pulsa em mim como meu movimento na dança. O que seria da cor azul se não existisse a cor vermelha? Já parou para pensar como seria um mundo todo na cor amarela, ou ainda, um mundo onde todos fossem de uma só cor, seja, branca, preta, rosa, enfim, como perceberíamos as diferenças lindas que cada cor apresenta e ainda o que suas texturas e tons modificam em nosso meio ambiente e em nossas vidas?
Bom, este mundo seria horrível, na verdade, sem graça, sem cores, porque quando falamos em cores, falamos em vida, em sensações que as mesmas proporcionam em nosso cérebro e interferem em nossas ações. Assim também é nossa dança repleta de cores diferentes, de movimentos distintos, de jeitos de dançar, expressar, mostrar, sentir. O que seria do movimento fluido (redondo, contínuo) sem o movimento staccato (forte, direto, isolado), que graça teria uma coreografia com um só movimento? Seria possível dançar uma mesma música sempre no mesmo tom? Seria sim, mas a música é cheia de nuances em sua melodia. A dança também é cheia de nuances e esses fazem o movimento ser diferente, provocam sensações diversas em quem dança e em quem assiste.
Vivemos um momento muito diferente em nossas vidas, já conversamos muito aqui sobre a Pandemia, nossa quarentena, como estamos nos reinventando, o que nossa dança nos ajuda a vencer todos estes desafios, e hoje, estamos refletindo sobre às diferenças. Em uma linda analogia entre cores e movimentos distintos, metaforicamente utilizando nossa arte maravilhosa para tocar, fazer pensar, refletir e provocar mudanças em uma sociedade que, infelizmente ainda julga as cores, ainda humilha e exprimi de forma concreta e real a diferença das pessoas. Ao invés, esta mesma sociedade, organizada por pessoas como nós, seres humanos, acredito eu, deveria aprender com as diferenças, encantar-se com o mundo colorido e imperfeito que está ali fora, aprender que aprendemos com nossas imperfeições e com nossas diferenças e cores diferentes. Que não esperamos para que outros “MATEUS” sejam julgados por suas cores, por suas escolhas, e sim que nossa sociedade se transforme, como diria Paulo Freire “… a educação transforma as pessoas, e estas transformam o mundo”. Que nossa dança e nosso movimento colorido tinja de todas as cores um país, uma sociedade que ainda não sabe pintar.


