ESCRITA DANÇANTE
30/09/2020
Carina de Oliveira
PARE – DANCE 

Quando ouvimos ou lemos esta palavra “pare”, logo lembramos das placas, das sinaleiras, nosso cérebro percorre um caminho que diz chega, que remete ao parar. E claro, junto vêm as consequências no “não parar”, ou seja, o que acontece quando seguimos sem respeitar a placa e ou a sinaleira no sinal vermelho.
Pois bem, com nossa vida é igual, se avançamos o sinal no momento de parar o que acontece? Muitas coisas, uma delas é o que o mundo está sem freio, as pessoas menos tolerantes e quase nada pacientes, cheias de ansiedade, medos, e claro, totalmente intolerantes a frustração, qualquer coisinha já estão desesperadas. Mas isso também, infelizmente, é obra da Pandemia, do distanciamento, do isolamento social em que ainda vivemos, mesmo com as mudanças e liberações sentimos medo, e este nos deixa cautelosos, e por vezes, provoca em nós sensações diferentes, obstáculo novos, ir ou não ir? Avançar ou parar?
O que quero dizer e relacionar é que o “parar” é sim necessário e urgente, mas existem maneiras de parar sem parar. Meu Deus, devem estar pensando, agora ela está loucona mesmo. Não, é isso mesmo, Pare – sinta – dance – respire fundo e perceba em você mesmo as mudanças necessárias para este momento. Avance sim quando se sentir confortável e seguro, sempre cauteloso e pensando em você no próximo, lembra-se da nossa conversa sobre “empatia”. Mas pare quando sentir que é preciso. Respeite as placas de seu coração, de sua alma, de seu corpo.
A dança nos permite os dois movimentos, parar e avançar, e assim deve ser em nossa vida, seja em tempos de Pandemia, seja em um novo normal ou anormal que está por vir, na verdade já chegou, basta enxergarmos com as lentes do coração e da empatia, que muito conversamos aqui também em nossa escrita dançante. Respeite as placas da vida, as que você estabelece para você mesmo, sempre atento ao outro que também tem suas próprias placas, mas juntos temos placas em comum, as da responsabilidade, empatia e do amor ao próximo. E avance sim na sabedoria, na serenidade e principalmente avance em suas escolhas, movimente estas e promova em você mesmo uma dança em que paradas no ponto zero transmitem a tranquilidade dos avanços necessários para um salto, um giro, e talvez um contratempo.


