ESPETÁCULO “COLHER” Criatividade – RODA VIVA

ESPETÁCULO “COLHER” Criatividade 🥄🥄🥄🥄🥄
@studiodedancascamilaoliveira
COLHER – RODA VIVA
Primeira obra para teatro escrita por Chico Buarque (1944), Roda Viva é uma comédia musical em dois atos e título da canção que dá nome à peça. Estreia no Rio de Janeiro, em 1968, como uma crítica contundente à sociedade de consumo e à violência institucional. Lançada no ano de acirramento da censura praticada pela ditadura civil-militar brasileira, é considerada um marco da luta artística por liberdade de expressão.
O enredo acompanha a transformação de Benedito da Silva, um cidadão comum, em Ben Silver, ídolo pop fabricado na esteira do sucesso dos festivais de música e da crescente massificação cultural, que submete os corpos à roda viva das engrenagens capitalistas. Ben Silver é lançado como cantor de iê-iê-iê (rock), mas aderindo às novas tendências, transforma-se em compositor engajado, rebatizado de Benedito Lampião, até ser descartado pela indústria de entretenimento e substituído pela namorada Juliana, que adere à Tropicália.
Na estréia, Heleno Prestes e Marieta Severo (1946) são os protagonistas, orientados na expressão corporal pelo coreógrafo Klauss Vianna (1928-1992). Na segunda temporada, Rodrigo Santiago (1942-1999) e Marília Pêra (1943-2015) assumem as personagens Ben e Juliana. O elenco ainda traz Paulo César Pereio (1940), como Mané, e mais de uma dezena de integrantes do coro, entre eles os então estreantes Zezé Motta (1944) e Pedro Paulo Rangel (1948).
Roda Viva é testemunho da violência política contra as artes e importante ponto de germinação da estética que o Teatro Oficina desenvolve nas décadas seguintes. A peça abre caminho para a aproximação entre a linguagem do teatro e a linguagem da performance, além de radicalizar as possibilidades de enfrentamento das instituições e de subversão dos costumes nos palcos.
Em Dezembro! Aguardem! 👌👌