PROJETO COLHER CRIATIVIDADE 🥄🥄🥄🥄
FIGURAS DA DANÇA
Hoje a colher ficou por conta do @studiodedancascamilaoliveira e resolvemos compartilhar com vocês a história de Maurice Béjart 👋👋👋👋👋
Nasceu Maurice Berger, filho do filósofo Gaston Berger, do qual foi muito próximo, estando sempre rodeado de intelectuais e artistas. Seu nome artístico é uma homenagem á Molière, pois Béjart era o nome da mulher do famoso dramaturgo. Fascinado por um recital de Serge Lifar, um dos maiores bailarinos do século 20, decidiu por consagrar-se inteiramente à Dança, desde jovem, muito jovem. Fez-se bailarino e coreógrafo simultaneamente, e várias de suas obras coreográficas foram dançadas primeiro por ele . Formou duas importantes companhias de dança na França: Ballet de l’Etoile e Ballet Theatre de Paris. Usou a técnica clássica como base de seu trabalho mas, nunca se fechou a nenhum movimento de fato contributivo para a orquéstica, sejam os de vanguarda, sejam os tradicionais.
Em 1959, foi convidado por Mauricio Huisman, diretor do Theatre Royal de la Monnaie, de Bruxelas, para o desafio de montar uma nova versão coreográfica do já célebre balé Sagração da Primavera (Nijinsky-Stravinsky), com elenco formado por sua companhia e a do Teatro, que acabou resultando em uma nova e definitiva companhia sob a sua direção: o Ballet du XXe siècle, que chegou a ter um elenco permanente de 90 bailarinos profissionais, com dedicação exclusiva, e, entre os seus maiores momentos, levou à cena Missa para um tempo presente, Nona Sinfonia (Beethoven), Pássaro de Fogo,Bolero (Ravel) entre muitos mais
Deixou-nos um portfólio majestoso, em qualidade e em quantidade, de realizações coreográficas abordando temáticas as mais diversas, sempre muito nobres e revolucionárias, fossem elas históricas ou contemporâneas, muitas das quais se tornaram referências mundiais na Arte da Dança.

Resolvemos colocar esse vídeo lindo!! Que nos faz lembrar das aulas de história de dança da Ulbra! Que saudades das aulas do professor Robert Levonian 💕💕
Bolero de Ravel
(Boléro, no título original francês) é uma obra musical de um único movimento escrita para orquestra pelo compositor e pianista francês (Joseph) Maurice Ravel.
Originalmente composta para um ballet, teve sua premiére, em 1928, e é considerada a obra mais famosa de Ravel e uma das mais célebres obras musicais de todos os tempos.
Em 1970, uma montagem extremamente fiel à idealizada pelo próprio Ravel, foi finalmente realizada por Maurice Béjart para o seu ballet, trazendo como solista um bailarino que, sito no centro do palco e praticamente sem sair do lugar, consegue submeter à sua volta, num “grande círculo de transe”, inúmeros outros bailarinos.
Em 1980, a coreografia de Béjart foi reproduzida pelo bailarino argentino Jorge Donn no filme Retratos da Vida (Les uns et les autres), do diretor francês Claude Lelouch, que mergulhando na música e utilizando-se do ritmo crescendo na música de Ravel, o bailarino consegue extravasar uma coreografia de modo surpreendente, com movimentos ondulatórios do tronco e a marcação acentuada do ritmo com os pés, sem contudo revelar uma finalidade ou qualquer interpretação de sentido, seja de alegria, seja de dor, apenas exibir uma expressão facial desafetadamente imóvel.


