Tarefa 1 Mês de Junho – Aula Improviso Dirigido – MESA QUADRADA

TAREFA 1 – AULA IMPROVISO DIRIGIDO
MESA QUADRADA – Hoje vamos nos reunir pelo google meet para bater um papo sobre esse lindo espetáculo!! Resolvemos colocar um pequeno release sobre ele, que está disponível no site da Cia Deborah Colker!!! Ficou curioso? corre para o youtube e olhe o espetáculo!!!
 
CÃO SEM PLUMAS
 
Deborah Colker faz em Cão sem plumas, baseado no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto (1920-1999), seu primeiro espetáculo de temática explicitamente brasileira. A estreia internacional acontece em 3 de junho, no Teatro Guararapes, em Recife. A Cia. Deborah Colker conta com o patrocínio da Petrobras desde 1995.
Publicado em 1950, o poema acompanha o percurso do rio Capibaribe, que corta boa parte do estado de Pernambuco. Mostra a pobreza da população ribeirinha, o descaso das elites, a vida no mangue, de “força invencível e anônima”. A imagem do “cão sem plumas” serve para o rio e para as pessoas que vivem no seu entorno.
“O espetáculo é sobre coisas inconcebíveis, que não deveriam ser permitidas. É contra a ignorância humana. Destruir a natureza, as crianças, o que é cheio de vida”, diz Deborah. A dança se mistura com o cinema. Cenas de um filme realizado por Deborah e pelo pernambucano Cláudio Assis – diretor de longas-metragens como Amarelo Manga, Febre do Rato e Big Jato – são projetadas no fundo do palco e dialogam com os corpos dos 13 bailarinos. As imagens foram registradas em novembro de 2016, quando coreógrafa, cineasta e toda a companhia viajaram durante 24 dias do limite entre sertão e agreste até Recife.
A jornada também foi documentada pelo fotógrafo Cafi, nascido em Pernambuco. Na trilha sonora original estão mais dois pernambucanos: Jorge Dü Peixe, da banda Nação Zumbi e um dos expoentes do movimento mangue beat, e Lirinha (ex-cantor do Cordel do Fogo Encantado, poeta e ator), além do carioca Berna Ceppas, que acompanha Deborah desde o trabalho de estreia, Vulcão (1994). Outros antigos parceiros estão em cenografia e direção de arte (Gringo Cardia) e na iluminação (Jorginho de Carvalho). Os figurinos são de Claudia Kopke. A direção executiva é de João Elias, fundador da companhia.
Os bailarinos se cobrem de lama, alusão às paisagens que o poema descreve, e seus passos evocam os caranguejos. O animal que vive no mangue está nas ideias do geógrafo Josué de Castro (1908-1973), autor de Geografia da fome e Homens e caranguejos, e do cantor e compositor Chico Science (1966-1997), principal nome do mangue beat. O movimento mesclava regional e universal, tradição e tecnologia. Como Deborah faz.
Para construir um bicho-homem, conceito que é base de toda a coreografia, a artista não se baseou apenas em manifestações que são fortes em Pernambuco, como maracatu e coco. Também se valeu de samba, jongo, kuduro e outras danças populares. “Minha história é uma história de misturas”, afirma ela.
Tendo a Petrobras como mantenedora desde 1995, seu grupo se firmou como fenômeno pop em Velox (1995), Rota (1997) e Casa (1999). Os espetáculos Nó (2005), Cruel (2008), Tatyana (2011) e Belle (2014) trataram de temas existenciais, como os afetos. Em Cão sem plumas, Deborah reúne aspectos de toda a sua carreira.
“Cabem a elegância do clássico, a lama das raízes e o olhar contemporâneo. O nome disso é João Cabral”, diz ela. Reconhecida internacionalmente, Deborah recebeu em 2001 o Laurence Olivier Award na categoria Oustanding Achievement in Dance (realização mais notável em dança no mundo). Em 2009, criou um espetáculo para o Cirque de Soleil: Ovo. Em 2016, foi a diretora de movimento da cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro.
João Cabral vivia em Barcelona, como diplomata, quando leu numa revista que a expectativa de vida no Recife era menor do que na Índia. A notícia foi o impulso para fazer O cão sem plumas. Publicou em 1953 O rio ou Relação da viagem que faz o Capibaribe de sua nascente à cidade do Recife e, três anos depois, sua obra mais conhecida, Morte e vida severina. Sua poesia, das mais importantes do Brasil, é marcada pelo rigor e pela rejeição a sentimentalismos.
 
Fonte: https://www.ciadeborahcolker.com.br/release-csp

TAREFA 1 Mês de Junho
Aula Improviso Dirigido
@studiodedancascamilaoliveira
Relato da aluna Gisele Guerra sobre o espetáculo Cão sem plumas! @_gihtg_

O espetáculo “Cão sem plumas” da Cia de Dança Deborah Colker, baseia-se na obra de João Cabral de Melo Neto, a qual apresenta o mesmo nome do espetáculo. O viés crítico social do poema é perceptível nos movimentos dos bailarinos, os quais dançam de forma abstrata sobre a seca em regiões de Pernambuco devido à estiagem do Rio Capibaribe, assim como, o retrato de uma população marginalizada e com poucos recursos. Para mim, a parte sobre os mangues foi a mais interessante, pois os bailarinos incorporaram grandes fitas para retratar tal vegetação, junto às projeções de fundo, tornando tudo muito harmonioso. As movimentações, ao meu ver, eram de dança contemporânea, pois eram movimentos desconstruídos e diferentes. Ademais, a trilha sonora contemplava partes do poema e sons com pouca musicalidade, contribuindo para criar um cenário simples. Por fim, a iluminação baixa e os figurinos marrons também foram importantes para a familiarização do contexto.

 

TAREFA 1
Aula Improviso Dirigido
@studiodedancascamilaoliveira

Texto da aluna @vitoria_sirtoli sobre o espetáculo CÃO SEM PLUMAS da @ciadeborahcolker
Bora ler!! ✌️✌️✌️✌️
Obrigada Vi!! 🤟🤟🍀🍀

No espetáculo Cão sem Plumas de Deborah Colker, o que mais me chamou atenção foi a junção do cinema com a dança, sem um atrapalhar o outro e sim complementar o outro. Pois, durante a maior parte do espetáculo ficaram passando vídeos no telão atrás do palco, mas os mesmos não atrapalharam o que estava acontecendo no palco. Os alunos se movimentavam de maneira muito técnica, mostrando os seus talentos, mas também o grande talento da coreógrafa ao montar este espetáculo. A trilha sonora intensificava a ideia que os bailarinos estavam passando com a dança, e por não possuir letra fazia com que o espectador prestasse mais atenção nos movimentos. E o espetáculo inteiro foi feito com baixa iluminação, com um contraste de luz e sombra. Todos estes elementos juntos formam um espetáculo muito interessante e marcante.