PROJETO ESCRITA DANÇANTE – 08/07/2020
CHUVA DE MOVIMENTOS, VENTOS DE ESPERANÇA E CICLONE? SÓ SE FOR DE DANÇA
Antes de iniciar nossa escrita dançante de hoje, todo meu respeito e solidariedade às pessoas, famílias afetadas direta ou indiretamente pelo ciclone bomba que devastou o sul do país, semana passada, em especial ao povo catarinense. Escrever, é um exercício de consciência incrível, um vai e vem de ideias, mas no nosso caso aqui, falo nosso, porque minha escrita é sua também, então é nossa. E neste vai e vem de ideias, surgem os acontecimentos e ai as analogias e metáforas tão presentes na Arte, na dança.
Quando falo em chuva de movimentos me refiro a uma chuva de sensações que vivemos neste momento, na verdade uma tempestade de informações, quase todas apresentadas como notícias desagradáveis, números, que não param de aumentar, por isso nossa reflexão e conversa desta semana sugere uma chuva diferente, gotas de movimentos diretos e indiretos, leves ou fortes, rápidos ou mais suaves, seja fluído ou staccato, seja Grove ou shake, nomenclaturas utilizadas em aulas, práticas e vivências de improvisação, estes movimentos devem encher nosso corpo de bem estar e como uma chuva de pingos que ouvimos em nosso telhado deixar-nos mais leves, transmitindo essa leveza para todos que nos rodeiam e isso inclui também que está longe, mas perto em consciência e conexão.
E se a esperança vier soprada pelo vento melhor ainda, caso ela torna-se apenas uma brisa, faremos nós este vento aumentar um pouquinho de velocidade, mas nada de ciclones, estes, apenas de dança, de vida, de energia boa, pois já dizia Paulo Freire, “…a educação não muda o mundo, ela transforma as pessoas, é essas transformam o mundo…”. Sejamos então nós estas pessoas, pois a dança é como a educação, transforma, dignifica, faz surgir o novo, faz surgir a vida dentro de nós, esta que por vezes sofre umas secas, mas que também só pode transbordar se for de alegria, soprar coisas boas e trazer de volta o movimento, um ciclone de dança.


