Projeto Colher Criatividade – RODA VIVA

Projeto “COLHER”
Criatividade
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Hoje por conta do @studiodedancascamilaoliveira

RODA VIVA
Primeira obra para teatro escrita por Chico Buarque (1944), Roda Viva é uma comédia musical em dois atos e título da canção que dá nome à peça. Estreia no Rio de Janeiro, em 1968, como uma crítica contundente à sociedade de consumo e à violência institucional. Lançada no ano de acirramento da censura praticada pela ditadura civil-militar brasileira, é considerada um marco da luta artística por liberdade de expressão.
O enredo acompanha a transformação de Benedito da Silva, um cidadão comum, em Ben Silver, ídolo pop fabricado na esteira do sucesso dos festivais de música e da crescente massificação cultural, que submete os corpos à roda viva das engrenagens capitalistas. Ben Silver é lançado como cantor de iê-iê-iê (rock), mas aderindo às novas tendências, transforma-se em compositor engajado, rebatizado de Benedito Lampião, até ser descartado pela indústria de entretenimento e substituído pela namorada Juliana, que adere à Tropicália.
Na estreia, Heleno Prestes e Marieta Severo (1946) são os protagonistas, orientados na expressão corporal pelo coreógrafo Klauss Vianna (1928-1992).
A (1937) radicaliza a proposta tropicalista debochada à sociedade
O espetáculo mobiliza debates e torna-se despudor e selvageria, a moral burguesa,
Em termos de linguagem, a obra se destaca por ampliar as possibilidades da cena para além da representação tradicional. Em busca de abertura da forma teatral, a peça propõe intensificar a presença dos corpos no aqui e agora do acontecimento cênico. Há uma relação mais próxima e direta com o público, sob influência da performance art. As reações da crítica foram de admiração e choque. A violência da linguagem e da interação com o público leva Anatol Rosenfeld (1912-1973) a cunhar a expressão “teatro agressivo” para peças como Roda Viva, provocando discussões sobre o valor da irracionalidade e a satisfação do público que se permite ser agredido.
A temporada de estreia no Teatro Princesa Isabel acirra os ânimos de alguns grupos conservadores, que reagem com agressões aos artistas e destruição do censurados.